A CANOA DE TOLDA NO "VELHO CHICO"
Quatro anos depois que escrevi essa crônica, a situação é a mesma, aliás, pior, o RIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL agoniza.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
sábado, 20 de junho de 2015
ASSUNTOS ESPARSOS
Há um bom tempo não municio a " Crônica da cidade". Não sinto vontade de escrever, porque os assuntos surgem e desaparecem no dia seguinte. A voracidade do tempo não permite que a gente se fixe em um determinado tema. São assuntos econômicos, políticos, sociais. A Economia sofre com o destempero dos governantes, que alteram diariamente os seus fundamentos. Os Ministros da área usam mecanismos para ajustar o setor econômico e até agora nenhuma notícia alvissareira, porque não conseguem debelar a inflação , então aumentam a SELIC frequentemente; A política do País é um descalabro, ninguém se entende, é uma verdadeira Torre de Babel, cada qual fala uma língua e os projetos de lei sempre prejudicam os empregados, os assalariados. Legislam em causa própria, ocorre nas três áreas: federal, estadual e municipal. Os escândalos se suscedem, difícil apanhá-los, um Joaquim Barbosa tentou , mas forças superiores não permitiu que os alcançasse, tendo se aposentado da Corte Suprema em pleno vigor físico, intelectual e jurídico. Surge mais um vulto na judicatura brasileira tentando
apanhar os corruptos da chamada "Lava-Jato", faz um bom trabalho mas a nossa justiça é morosa, são muitos recursos e poucos são apenados; Os problemas sociais afloram diariamente, o povo paga pelo desgoverno, arrancam-lhe a "fórceps" os direitos outrora garantidos. A CLT desaparece com o número imenso de leis que são agregadas ao texto original de maio de 1943. Até o Brasil, pentacampeão de futebol sofre com os escândalos e a seleção não existe, dependendo apenas de um único craque, que um ASPRILLA colombiano diz que o NEYMAR é uma mentira. Mas para concluir, transcrevo uma mensagem recebida de meu filho : " Nós não temos jogador técnico, a Colômbia muito superior. Nosso futebol acabou em 1982 com a ascenção de técnicos gaúchos colocando 4 cabeças de área, colocando laterais para atacar e defender, extinguindo nossos meias. Os craque do meio de campo que comandam o jogo foram dizimados. Ontem domínio total do meio de campo da Colômbia. Não torci contra o Brasil mas a derrota me deixou alegre para não termos a ilusão da copa. Nada mudou, continuamos medíocres e o pior, não temos jogador".
quinta-feira, 10 de maio de 2012
CARLOS SÁ, meu primeiro amigo em Aracaju
Fins da década de 40, mais precisamente o ano de 1946, meu pai falece em Neópolis (SE), - não sou sergipano, mas alagoano-, e meus pais residiam na Vila da Passagem , meu pai trabalhava na fábrica Peixoto, Gonçalves & Cia., razão por que, de São Braz (AL), fomos morar nessa Vila, formada de casinhas de operários, com um cinema, uma igrejinha, onde fui coroinha.
Bem, após a morte de meu genitor, fixamos residência em Aracaju, na casa dos meus avós. Aracaju, para o menino de São Braz, era uma metrópole, tudo me encantava na nova cidade.
É nessa época, em 1947, que começo os meus estudos no Colégio Jackson de Figueirêdo, situado no Parque Teófilo Dantas e conheço CARLOS AUGUSTO DE SÁ.
Morávamos nas dunas da rua de Capela, com as ruas de Bonfim e Divina Pastora. Nossas casas ficavam no cimo do pequeno morro, um areial imenso em todas as direções, mas estávamos acostumados, afinal de contas estávamos no centro da cidade.
CARLOS, filho de "seu" IVO e D. AMÉLIA, se não me falha a memória, irmão de Reginalda, Diná e outra que no momento não me recordo o nome, levava a sua vida de estudante adolescente, como eu, mas não estudávamos no mesmo Colégio primário. Prestamos exame de admissão e aí, sim, temos uma convivência diária, nos dirigindo, todo dia, ao antigo ATHENEU. Recordo que saíamos às 12 hs. de nossas casas, em direção ao colégio. Íamos a pés - táxi era luxo - , havia o bonde, mas, para nós, era contramão. Seguíamos pela rua de Capela, Parque Teófilo Dantas, Av. Ivo do Prado (rua da frente) e chegávamos ao Atheneu. A nossa farda era militarizada, de cáqui, com punhos azuis e ai daquele que chegasse ao ATHENEU com a blusa aberta, o Diretor, Joaquim Sobral, dava os maiores esporros.
Eu e CARLOS testemunhamos fatos que jamais esqueceremos: de certa feita os estudantes colocaram paralelepípedos nos trilhos do bonde para o mesmo não passar; marcamos uma batalha campal na Praça Fausto Cardoso com a Escola Industrial, que já foi Escola Técnica Federal de Sergipe e hoje IFS (Instituto Federal de Ensino). Passávamos na porta das padarias (rua Santo Amaro, na esquina) e pegávamos as achas de lenha. Mas, para nossa felicidade, os estudantes da Escola Industrial,não vieram e , entre mortos e feridos, todos se salvaram.
Lembro que todas as noites eu e CARLOS íamos até a rua de João Pessoa (Calçadão), jogar snooker no bar de "seu" Freitas e voltávamos cedo para casa ( 21 hs) senão nossos pais nos exemplavam. Meus filhos, Hermes e Márcia, chegavam meia-noite e hj. meus netos vão para as baladas às 24 hs. e chegam em casa de manhã, são os novos tempos.
Bem, concluído o Ginásio precisávamos trabalhar, CARLOS, se não me engano, foi trabalhar em DANTAS KRAUSS, na Av. Rio Branco (rua da frente) e eu, inicialmente, na área comercial (pouco tempo) e depois no setor bancário.
CARLOS e outros colegas de DANTAS KRAUSS fundam a SOCIMEL. Nessa época deixei Aracaju e fui trabalhar em um Banco em Salvador e posteriomente no Banco do Brasil em Jequié(BA), onde nasceram meus filhos. Quando vinha a Aracaju sempre o visitava ali na SOCIMEL, estabelecimento com duas frentes: Av. João Ribeiro e Apulcro Mota. Revivíamos os nossos momentos, as nossas peraltices, as nossas brincadeiras de adolescentes.
Depois nos casamos, cada qual constituiu sua família e fomos cuidar de nossas vidas.
Foi, como já disse, meu primeiro amigo na terra: trabalhador, ético, correto nos seus atos, bom filho, bom irmão.
Quando vinha de São Paulo me procurava, e da última vez fomos até a orla rememorar nossos tempos em Aracaju.
Era paciente de meu filho Hermes (procto), colega de Dr. Hernan, filho da Sônia.
Tomei como surpresa o falecimento dele em Americana (SP), onde mora esposa e filha Ivana. Hoje sou um setentão e gravo no meu computador (memória), os bons momentos que vivemos na Aracaju provinciana, sem Atalaia, sem baladas, sem shows diários; a Aracaju menina, de 80.000 habitantes; a Aracaju da IARA (uma pequena "boite") no Parque; a Aracaju de Zé Peixe; A Aracaju do carrossel de "seu" Tobias; a Aracaju das retretas na Pça. Fausto Cardoso; a Aracaju dos bondes elétricos; a Aracaju do trem "Estrela do Norte"; a Aracaju das dunas em muitas ruas; a Aracaju dos aviões hidroviários (ponte do Imperador); a Aracaju do carnaval que começava na rua José do Prado Franco e chegava até a Praça Fausto Cardoso; a Aracaju, enfim, de nosso Atheneu, onde eu e o amigo CARLOS estudávamos e éramos felizes.
Estes são fatos que narro " ao correr da pena " (ou digital) sobre a vida de dois Amigos que o destino, e quem pode ir de encontro aos desígnios de DEUS, separou e levou um deles para a eternidade, juntar-se a tantos outros amigos que por lá estão, inclusive meu irmão, o jornalista Santos Santana, que também o conhecia, e que faleceu em 1982.
Apresento à família enlutada os meus pêsames; o faço também em nome de minha esposa Odete (tb. conheceu Carlos) e de meus filhos Hermes e Márcia.
Saibam todos vocês, membros da família SÁ, que CARLOS foi um homem na verdadeira acepção da palavra. Guardo, até meus últimos dias, os momentos felizes que passamos nesta Barbosópolis.
Bem, após a morte de meu genitor, fixamos residência em Aracaju, na casa dos meus avós. Aracaju, para o menino de São Braz, era uma metrópole, tudo me encantava na nova cidade.
É nessa época, em 1947, que começo os meus estudos no Colégio Jackson de Figueirêdo, situado no Parque Teófilo Dantas e conheço CARLOS AUGUSTO DE SÁ.
Morávamos nas dunas da rua de Capela, com as ruas de Bonfim e Divina Pastora. Nossas casas ficavam no cimo do pequeno morro, um areial imenso em todas as direções, mas estávamos acostumados, afinal de contas estávamos no centro da cidade.
CARLOS, filho de "seu" IVO e D. AMÉLIA, se não me falha a memória, irmão de Reginalda, Diná e outra que no momento não me recordo o nome, levava a sua vida de estudante adolescente, como eu, mas não estudávamos no mesmo Colégio primário. Prestamos exame de admissão e aí, sim, temos uma convivência diária, nos dirigindo, todo dia, ao antigo ATHENEU. Recordo que saíamos às 12 hs. de nossas casas, em direção ao colégio. Íamos a pés - táxi era luxo - , havia o bonde, mas, para nós, era contramão. Seguíamos pela rua de Capela, Parque Teófilo Dantas, Av. Ivo do Prado (rua da frente) e chegávamos ao Atheneu. A nossa farda era militarizada, de cáqui, com punhos azuis e ai daquele que chegasse ao ATHENEU com a blusa aberta, o Diretor, Joaquim Sobral, dava os maiores esporros.
Eu e CARLOS testemunhamos fatos que jamais esqueceremos: de certa feita os estudantes colocaram paralelepípedos nos trilhos do bonde para o mesmo não passar; marcamos uma batalha campal na Praça Fausto Cardoso com a Escola Industrial, que já foi Escola Técnica Federal de Sergipe e hoje IFS (Instituto Federal de Ensino). Passávamos na porta das padarias (rua Santo Amaro, na esquina) e pegávamos as achas de lenha. Mas, para nossa felicidade, os estudantes da Escola Industrial,não vieram e , entre mortos e feridos, todos se salvaram.
Lembro que todas as noites eu e CARLOS íamos até a rua de João Pessoa (Calçadão), jogar snooker no bar de "seu" Freitas e voltávamos cedo para casa ( 21 hs) senão nossos pais nos exemplavam. Meus filhos, Hermes e Márcia, chegavam meia-noite e hj. meus netos vão para as baladas às 24 hs. e chegam em casa de manhã, são os novos tempos.
Bem, concluído o Ginásio precisávamos trabalhar, CARLOS, se não me engano, foi trabalhar em DANTAS KRAUSS, na Av. Rio Branco (rua da frente) e eu, inicialmente, na área comercial (pouco tempo) e depois no setor bancário.
CARLOS e outros colegas de DANTAS KRAUSS fundam a SOCIMEL. Nessa época deixei Aracaju e fui trabalhar em um Banco em Salvador e posteriomente no Banco do Brasil em Jequié(BA), onde nasceram meus filhos. Quando vinha a Aracaju sempre o visitava ali na SOCIMEL, estabelecimento com duas frentes: Av. João Ribeiro e Apulcro Mota. Revivíamos os nossos momentos, as nossas peraltices, as nossas brincadeiras de adolescentes.
Depois nos casamos, cada qual constituiu sua família e fomos cuidar de nossas vidas.
Foi, como já disse, meu primeiro amigo na terra: trabalhador, ético, correto nos seus atos, bom filho, bom irmão.
Quando vinha de São Paulo me procurava, e da última vez fomos até a orla rememorar nossos tempos em Aracaju.
Era paciente de meu filho Hermes (procto), colega de Dr. Hernan, filho da Sônia.
Tomei como surpresa o falecimento dele em Americana (SP), onde mora esposa e filha Ivana. Hoje sou um setentão e gravo no meu computador (memória), os bons momentos que vivemos na Aracaju provinciana, sem Atalaia, sem baladas, sem shows diários; a Aracaju menina, de 80.000 habitantes; a Aracaju da IARA (uma pequena "boite") no Parque; a Aracaju de Zé Peixe; A Aracaju do carrossel de "seu" Tobias; a Aracaju das retretas na Pça. Fausto Cardoso; a Aracaju dos bondes elétricos; a Aracaju do trem "Estrela do Norte"; a Aracaju das dunas em muitas ruas; a Aracaju dos aviões hidroviários (ponte do Imperador); a Aracaju do carnaval que começava na rua José do Prado Franco e chegava até a Praça Fausto Cardoso; a Aracaju, enfim, de nosso Atheneu, onde eu e o amigo CARLOS estudávamos e éramos felizes.
Estes são fatos que narro " ao correr da pena " (ou digital) sobre a vida de dois Amigos que o destino, e quem pode ir de encontro aos desígnios de DEUS, separou e levou um deles para a eternidade, juntar-se a tantos outros amigos que por lá estão, inclusive meu irmão, o jornalista Santos Santana, que também o conhecia, e que faleceu em 1982.
Apresento à família enlutada os meus pêsames; o faço também em nome de minha esposa Odete (tb. conheceu Carlos) e de meus filhos Hermes e Márcia.
Saibam todos vocês, membros da família SÁ, que CARLOS foi um homem na verdadeira acepção da palavra. Guardo, até meus últimos dias, os momentos felizes que passamos nesta Barbosópolis.
sábado, 28 de abril de 2012
ZÉ PEIXE - " O LOBO DO MAR"
Quinta feira passada, dia 25 deste mês, morre, aos 85 anos de idade José Martinho Ribeiro Nunes, mais conhecido na sociedade sergipana , brasileira e mundial, por ZÉ PEIXE. Foi uma lenda viva que desapareceu e dificilmente haverá um segundo ZÉ PEIXE, insubstituível portanto.
Durante as suas oito e meia décadas dedicou-se, diuturnamente, em desvendar os insondáveis segredos do mar. Fê-lo com persistência, deixando outras atividades de lado. Foi reconhecido e abençoado pelo Deus NETUNO dos romanos que o segurava, quando saltava dos navios, qual águia, a fim de orientar, como prático, os comandantes que aportavam em nossa cidade. E os guiava c om segurança profissional, tendo um capitão da Marinha informado que ele salvara muitas vidas, orientando as embarcações. O poeta dos escravos já houvera invocado o Deus dos Mares: " Netuno, fecha os teus mares". Castro Alves não aceitava a entrada de navios negreiros em nosso território. Porém para o nosso ZÉ PEIXE Netuno abriu os seus mares e recebeu-o em seu seio. Os saltos para o infinito no estuário do rio Sergipe tornaram-se uma façanha para nós outros, mas coisa corriqueira para Zé Peixe.Era quase que um segundo comandante, levando os navios, como prático, por locais onde eles poderiam navegar, sem sustos. Primeiro, porque em nossos oceanos não há "icebergs", mas a barra do rio sergipe é muito estreita e bem raza. Tanto que uma draga, há tempos atrás, veio fazer o serviço de dragagem no local.
Em poucos dias Sergipe perde dois vultos importantes em seus respectivos setores: Luiz Antonio Barreto, homem de letras, pesquisador, estudioso, biógrafo de Tobias Barreto e o herói das águas, o nosso Zé Peixe. O seu corpo foi velado na Capitania dos Portos de Aracaju e o seu féretro fez-lhe justiça: o seu caixão é carregado por 6 marinheiros e posto no carro do Corpo de Bombeiros; as embarcações acompanham o enterro; o povo também o leva " em seus braços". Finalmente o herói dos mares é sepultado no cemitério Santa Isabel. Adeus Zé Peixe, meu contemporâneo. A rua da frente não verá mais aquele homenzinho, simples, usando um calção de banho, diga-se banho do mar, porque, segundo ele, nunca tomou banho de chuveiro. Vá, Zé Peixe, os Deuses estão lhe esperando.
Durante as suas oito e meia décadas dedicou-se, diuturnamente, em desvendar os insondáveis segredos do mar. Fê-lo com persistência, deixando outras atividades de lado. Foi reconhecido e abençoado pelo Deus NETUNO dos romanos que o segurava, quando saltava dos navios, qual águia, a fim de orientar, como prático, os comandantes que aportavam em nossa cidade. E os guiava c om segurança profissional, tendo um capitão da Marinha informado que ele salvara muitas vidas, orientando as embarcações. O poeta dos escravos já houvera invocado o Deus dos Mares: " Netuno, fecha os teus mares". Castro Alves não aceitava a entrada de navios negreiros em nosso território. Porém para o nosso ZÉ PEIXE Netuno abriu os seus mares e recebeu-o em seu seio. Os saltos para o infinito no estuário do rio Sergipe tornaram-se uma façanha para nós outros, mas coisa corriqueira para Zé Peixe.Era quase que um segundo comandante, levando os navios, como prático, por locais onde eles poderiam navegar, sem sustos. Primeiro, porque em nossos oceanos não há "icebergs", mas a barra do rio sergipe é muito estreita e bem raza. Tanto que uma draga, há tempos atrás, veio fazer o serviço de dragagem no local.
Em poucos dias Sergipe perde dois vultos importantes em seus respectivos setores: Luiz Antonio Barreto, homem de letras, pesquisador, estudioso, biógrafo de Tobias Barreto e o herói das águas, o nosso Zé Peixe. O seu corpo foi velado na Capitania dos Portos de Aracaju e o seu féretro fez-lhe justiça: o seu caixão é carregado por 6 marinheiros e posto no carro do Corpo de Bombeiros; as embarcações acompanham o enterro; o povo também o leva " em seus braços". Finalmente o herói dos mares é sepultado no cemitério Santa Isabel. Adeus Zé Peixe, meu contemporâneo. A rua da frente não verá mais aquele homenzinho, simples, usando um calção de banho, diga-se banho do mar, porque, segundo ele, nunca tomou banho de chuveiro. Vá, Zé Peixe, os Deuses estão lhe esperando.
domingo, 22 de abril de 2012
PROVOCAÇÕES ENTRE DOIS MINISTROS DO STF
A mídia nacional destaca as ofensas pessoais assacadas por dois Ministros do Supremo Tribunal Federal, o César Peluso e o Joaquim Barbosa. Segundo o Barbosa, Peluso é ditador e decide de acordo com as suas conveniências. Continua o Ministro queixando-se da maneira como é tratado pelo ex-Presidente do STF, que, por ocasião de um pedido de licença para tratamento de saúde não quís receber os exames, chegando ao ponto de querer aposentá-lo compulsoriamente. Diz mais o Ministro Barbosa:" o ex-Presidente, mesmo sabendo que fizera uma cirurgia dos quadris, designou-me para relatar processos a fim de exigir a minha presença na Corte". Acha que por ser de cor negra é discriminado pelo Peluso. Alega que o ex-Presidente votou duas vezes no processo em que era réu o Senador Jader Barbalho, a fim de revogar a sua pena e voltar ao Senado. É um rosário de reclamações do Ministro Barbosa. Por outro lado o Ministro Peluso acha que seu colega é arrogante, inseguro. Como se vê, os dois se digladiam, dando um mau exemplo aos operadores do direito como juízes, promotores, advogados. Atitudes partidas de dois Ministros de Alta Corte do País. Para os demais Ministros, que são 09 (nove), não são atitudes corretas daqueles que diariamente proferem julgamentos de pessoas, instituições, etc. O povo que já não está satisfeito com a justiça, por ser morosa e os processos dormem nos gabinetes, como ajuizarão tais procedimentos? É uma pena fatos desta natureza. Mas continuemos acreditando na justiça porque um País sem justiça se transformará em uma ditadura, tendo em vista que a democracia é a "menina dos olhos" da Constituição e não queremos mais passar por regime ditatorial. Como assumiu a Presidência da Corte um Ministro conciliador, probo, ético, inteligente, trabalhador e, como ele mesmo diz: " o homem, o político, o juiz, deve ser como a garça, que pousa em brejos, pantanais e não se suja, não se chafurda, volta a voar límpida, alva". E também que " aquele que tem um rei na barriga morre de parto".
sexta-feira, 13 de abril de 2012
O "DOUBLÉ" DE MÉDICO E POETA - MARCELO RIBEIRO
Hoje, já que me encontro sozinho e posso pensar, resolvi fazer uma crônica sobre o meu médico particular, Dr. Marcelo Ribeiro, que, nas horas vagas é um poeta de "boa cepa", " viajando" pelas entranhas do ser humano, desnudando os assuntos, traçando perfis de pessoas, de coisas, em seu linguajar, criando termos, vocábulos, inventando um novocabulário, com a licença poética que só é permitida aos grandes escritores, como o padre Antonio Vieira, que usou " me melem", Camões, e, entre nós, Drumond, Bandeira e muitos outros.
Antes de conhecer o médico/poeta, fui aluno de seu pai, Dr. José da Silva Ribeiro, mestre do direito penal, na vetusta Faculdade Federal de Direito de Sergipe. Nessa época, década de 60, o menino Marcelo, de calças curtas, jogava bola no campo Alberto Azevedo, atrás de sua casa e rezando e comungando no Salesiano.
Um dos seus irmãos, o Wagner, uma das inteligências maiores de nossa Barbosópolis, também escritor, foi meu colega no Dep. de Direito da UFS, ministrando Direito Processual do Trabalho.
Ambos hoje pertencentes à Academia Sergipana de Letras, presidida pelo meu colega do Dep. de Direito Dr. José Anderson Nascimento e tendo como decano, assim me parece, o professor José Amado do Nascimento.
Bem, mas voltemos ao médico. Tive um problemazinho auditivo (cerumen) e visito Dr. Marcelo, fato ocorrido no dia 11.04.2012. Chego ao seu consultório às 13 horas e a sala já está cheia de pacientes. A atendente me diz que eu sou o 14º. a ser atendido. Tudo bem. Me sento ( e não sou poeta para ter a chamada licença poética), mas estou bem acompanhado, em uma das cadeiras do consultório e vejo na mesa da atendente vários livros. Por curiosidade vou vê-los e lá estão livros escritos pelo poeta. Debruço-me sobre os compêndios e escolho o primeiro para ler. Título: "Algum Poema Conciso". Prefácio de Léo A. Mittaraquis e "orelha" do também poeta Vieira Neto.
O prefaciador analisa com acuidade e sabedoria os poemas insertos no livro, fala do "ato solitário de criar" do poeta ,no primeiro poema "Fragmentos" e conclui " testemunho minha gratidão para com o vate". E Vieira Neto escreve", mais adiante, no poema "Eclipse", dedicado ao irmão Wagner Ribeiro, o bardo mostra sua capacidade de invenção verbal: " Acontece/anoitecer-me/em pleno dia/e sombrio aguardar/ficar manhã". Brilhante, segundo Vieira Neto. A imagem é muito profunda, própria dos poetas de alma limpa, mas os vates nunca se encontram na escuridão e sim na claridade meridiana.Em "Sedução" Marcelo compara a lua a uma mulher, que cobre-se de nuvens e, como a mulher, depois desnuda-se.
O poeta vive, em seus poemas, o dia-a-dia de nossa cidade, de nosso Estado, de nosso País, do Mundo; penetra no âmago da sociedade; vê coisas que os pobres mortais não vislumbram. A sua alma está inquieta, quer descobrir, quer ver.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
JORNALISTA ARNULFO SANTOS SANTANA
Hoje, 15 de abril, é o dia do seu aniversário. Nasceu no dia 15 de abril de 1928, portanto, hoje faria 53 anos, mas, em 23.10.82, nos deixou, ainda com 54 anos de idade e uma vida produtiva.
ARNULFO, este era seu prenome, não gostava, preferia LUIZ, JOSÉ, FRANCISCO. Mas seu pai deu-lhe, na pia batismal, o nome de ARNULFO, em homenagem a um irmão sacerdote.
Nasceu na cidadezinha de São Brás, à margem esquerda do rio São Francisco, mas logo cedo foi estudar em Penedo (AL) e, posteriormente, em Barra da Estiva (BA), levado por um tio padre ede nome Fernando Santana.
Em São Brás, aluno da Profa. Alice, estudou as primeiras letras, destacando-se pela inteligência precoce. Em Penedo estudou no Colégio Jácome Calheiros. É aí que aparece o padre, - que todo ano levava um sobrinho para educar na Bahia -, e levou-o para a cidade baiana.
Terminado o estágio na Bahia ARNULFO volta para sua terra e logo depois aporta em Aracaju(SE).
Mas, por enquanto, não ficaria na terra de Tobias Barreto, faz concurso para a Marinha de Guerra, é aprovado e lá vai para o Rio de Janeiro, embarcando no encouraçado Minas Gerais.
No Rio estuda no Colégio Santa Rosa, concluindo o ginásio. Faz exame para oficial da Marinha, é aprovado, mas face demorar a promoção naquela arma, dá baixa daquela força e volta para sua Aracaju, que, nos fins de seus dias, presta-lhe homenagem, concedendo-lhe o nome de uma artéria, a Av. Jornalista Santos Santana, próxima à Sementeira, indo até a rótula do bairro Jardins.
Teve uma vida profícua no jornalismo/radialismo, tendo sido locutor/narrador de todas as emissora da época: Difusora (hj. Aperipê), Cultura, Liberdade. Me parece que não trabalhou na Jornal.
Com o advento da TV me confidenciava que ficava triste por não ter sido convidado para trabalhar na emissora.
Considerado dos melhores narradores das emissoras, não foi fácil a sua admissão nas rádios.
Lembro que em sua residência, à rua Capela, n° 454, rua hj. inexistente, ficava nos morros de areia, ele lia os jornais em voz alta, dando entonação de locutor. E foi assim que fez teste para a rádio Liberdade e foi aprovado. Foi contemporâneo de Antônio Leolino, Raimundo Silva, Santos Mendonça (seu cunhado), Silva Lima, Santo Souza, Carlito Melo e outros que me fogem à memória.
Percorreu as três principais emissoras da época. Na Cultura fazia o jornal da manhã com Gilvan Fontes; Na Difusora encontrou o hoje decano da radiofonia sergipana, José Eugênio de Jesus.
Também prestou serviços a muitos políticos da época, como Luiz Garcia, Leandro Maciel, Augusto Franco e por último o seu grande amigo, que pranteou a sua morte, o ex-prefeito Heráclito Rollemberg.
Após seu falecimento seus amigos pesquisaram crônicas esparsas de ARNULFO e publicaram o seu livro póstumo "ARACAJU DOS MEUS AMORES", obra que em uma de suas orelhas o jornalista Juarez Conrado ( tb. falecido) escreve " Uma voz a serviço de Deus" e o tb. desaparecido jornalista Hugo Costa escreve: " Como diz o Evangelho que os humilhados serão exaltados e os exaltados serão humilhados, é justo concluir que, atualmente, no Governo Divino, SANTOS SANTANA é o locutor oficial do céu.
É uma pena para nós, que SANTOS MENDONÇA, HUGO COSTA, JUAREZ CONRADO, CARLITO MELO e outros não estejam mais conosco , mas estou certo que todos estes estão com SANTOS SANTANA no reino divino. E ARNULFO fará de lá o seu programa " A VOZ DE PENEDO" e escreverá sobre sua querida Aracaju; SANTOS MENDONÇA fará o seu calendário; JUAREZ CONRADO fará suas belas crônicas e CARLITO MELO lerá, pausadamente, ao microfone da rádio celestial,como fazia, DEZ QUILOWATS . E todos eles e outros mais se foram e nós estamos aqui lembrando a sua vida entre nós, porque ARNULFO SANTOS SANTANA era meu irmão.
ARNULFO, este era seu prenome, não gostava, preferia LUIZ, JOSÉ, FRANCISCO. Mas seu pai deu-lhe, na pia batismal, o nome de ARNULFO, em homenagem a um irmão sacerdote.
Nasceu na cidadezinha de São Brás, à margem esquerda do rio São Francisco, mas logo cedo foi estudar em Penedo (AL) e, posteriormente, em Barra da Estiva (BA), levado por um tio padre ede nome Fernando Santana.
Em São Brás, aluno da Profa. Alice, estudou as primeiras letras, destacando-se pela inteligência precoce. Em Penedo estudou no Colégio Jácome Calheiros. É aí que aparece o padre, - que todo ano levava um sobrinho para educar na Bahia -, e levou-o para a cidade baiana.
Terminado o estágio na Bahia ARNULFO volta para sua terra e logo depois aporta em Aracaju(SE).
Mas, por enquanto, não ficaria na terra de Tobias Barreto, faz concurso para a Marinha de Guerra, é aprovado e lá vai para o Rio de Janeiro, embarcando no encouraçado Minas Gerais.
No Rio estuda no Colégio Santa Rosa, concluindo o ginásio. Faz exame para oficial da Marinha, é aprovado, mas face demorar a promoção naquela arma, dá baixa daquela força e volta para sua Aracaju, que, nos fins de seus dias, presta-lhe homenagem, concedendo-lhe o nome de uma artéria, a Av. Jornalista Santos Santana, próxima à Sementeira, indo até a rótula do bairro Jardins.
Teve uma vida profícua no jornalismo/radialismo, tendo sido locutor/narrador de todas as emissora da época: Difusora (hj. Aperipê), Cultura, Liberdade. Me parece que não trabalhou na Jornal.
Com o advento da TV me confidenciava que ficava triste por não ter sido convidado para trabalhar na emissora.
Considerado dos melhores narradores das emissoras, não foi fácil a sua admissão nas rádios.
Lembro que em sua residência, à rua Capela, n° 454, rua hj. inexistente, ficava nos morros de areia, ele lia os jornais em voz alta, dando entonação de locutor. E foi assim que fez teste para a rádio Liberdade e foi aprovado. Foi contemporâneo de Antônio Leolino, Raimundo Silva, Santos Mendonça (seu cunhado), Silva Lima, Santo Souza, Carlito Melo e outros que me fogem à memória.
Percorreu as três principais emissoras da época. Na Cultura fazia o jornal da manhã com Gilvan Fontes; Na Difusora encontrou o hoje decano da radiofonia sergipana, José Eugênio de Jesus.
Também prestou serviços a muitos políticos da época, como Luiz Garcia, Leandro Maciel, Augusto Franco e por último o seu grande amigo, que pranteou a sua morte, o ex-prefeito Heráclito Rollemberg.
Após seu falecimento seus amigos pesquisaram crônicas esparsas de ARNULFO e publicaram o seu livro póstumo "ARACAJU DOS MEUS AMORES", obra que em uma de suas orelhas o jornalista Juarez Conrado ( tb. falecido) escreve " Uma voz a serviço de Deus" e o tb. desaparecido jornalista Hugo Costa escreve: " Como diz o Evangelho que os humilhados serão exaltados e os exaltados serão humilhados, é justo concluir que, atualmente, no Governo Divino, SANTOS SANTANA é o locutor oficial do céu.
É uma pena para nós, que SANTOS MENDONÇA, HUGO COSTA, JUAREZ CONRADO, CARLITO MELO e outros não estejam mais conosco , mas estou certo que todos estes estão com SANTOS SANTANA no reino divino. E ARNULFO fará de lá o seu programa " A VOZ DE PENEDO" e escreverá sobre sua querida Aracaju; SANTOS MENDONÇA fará o seu calendário; JUAREZ CONRADO fará suas belas crônicas e CARLITO MELO lerá, pausadamente, ao microfone da rádio celestial,como fazia, DEZ QUILOWATS . E todos eles e outros mais se foram e nós estamos aqui lembrando a sua vida entre nós, porque ARNULFO SANTOS SANTANA era meu irmão.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A CANOA DE TOLDA NO "VELHO CHICO"

São 23 hs. do dia 10.02.2011, estou assistindo tv e ligado na internet. Em um dos canais vejo singrando as águas do rio São Francisco a canoa "Luzitânia", última das canoas de tolda do
meu tempo de menino na minha querida São Brás (AL). Aliás, tomei conhecimento que a em-
barcação foi tombada pelo patrimônio nacional. Vê-la subindo e descendo o rio remeteu-me à
minha infância, quando ficava à beira do rio observando as canoas que vinham de Propriá, su-
bindo o rio São Francisco. Naquela época o rio era caudaloso, majestoso, só comparado ao rio
Nilo que banha o Egito. Era uma festa ver as canoas, velas enfunadas, de várias cores, com des-
tino à minha terra e outras cidades ribeirinhas, como Pão de Açúcar, Piranhas, etc. Mas o tempo, senhor da razão, passa e outros meios de transporte aparecem e no rio nascem as canoas a mo-
tor e as de tolda desaparecem. Vejo um canoeiro dizendo que não tem graça colocar um motor na
sua "Luzitânia", pois ela sempre navegou ao sabor dos ventos. E o velho canoeiro conta histórias
daquela época: se emociona ao ver o rio morrendo pouco a pouco, em nome do progresso; mano-
bra sua canoa para não ficar encalhada nas coroas existentes no rio; reclama das hidroelétricas,
causadoras da quase morte do "Velho Chico". E eu, personagem ocular da história, lembro de to-
dos esses fatos. A minha cidade era rodeada de lagoas, que desapareceram após o advento das
cachoeiras. Nós, meninos da época, construíamos uma jangada e nos largávamos na lagoa; de certa feita meu pai me exemplou porque pensava que eu estava no catecismo. Como diz o poe-
ta, " ai que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os
anos não trazem mais"...As cidades ribeirinhas de meu tempo não serão as mesmas, o rio secou
e só vemos areia. E ainda falam em transposição. Se o projeto for adiante o rio, que sempre matou a fome e a sede dos habitantes de suas margens, com a sua variada espécie de peixes; com
a plantação de arroz; com a sua ilha, será apenas uma pobre lembrança dos seus tempos áureos.
meu tempo de menino na minha querida São Brás (AL). Aliás, tomei conhecimento que a em-
barcação foi tombada pelo patrimônio nacional. Vê-la subindo e descendo o rio remeteu-me à
minha infância, quando ficava à beira do rio observando as canoas que vinham de Propriá, su-
bindo o rio São Francisco. Naquela época o rio era caudaloso, majestoso, só comparado ao rio
Nilo que banha o Egito. Era uma festa ver as canoas, velas enfunadas, de várias cores, com des-
tino à minha terra e outras cidades ribeirinhas, como Pão de Açúcar, Piranhas, etc. Mas o tempo, senhor da razão, passa e outros meios de transporte aparecem e no rio nascem as canoas a mo-
tor e as de tolda desaparecem. Vejo um canoeiro dizendo que não tem graça colocar um motor na
sua "Luzitânia", pois ela sempre navegou ao sabor dos ventos. E o velho canoeiro conta histórias
daquela época: se emociona ao ver o rio morrendo pouco a pouco, em nome do progresso; mano-
bra sua canoa para não ficar encalhada nas coroas existentes no rio; reclama das hidroelétricas,
causadoras da quase morte do "Velho Chico". E eu, personagem ocular da história, lembro de to-
dos esses fatos. A minha cidade era rodeada de lagoas, que desapareceram após o advento das
cachoeiras. Nós, meninos da época, construíamos uma jangada e nos largávamos na lagoa; de certa feita meu pai me exemplou porque pensava que eu estava no catecismo. Como diz o poe-
ta, " ai que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os
anos não trazem mais"...As cidades ribeirinhas de meu tempo não serão as mesmas, o rio secou
e só vemos areia. E ainda falam em transposição. Se o projeto for adiante o rio, que sempre matou a fome e a sede dos habitantes de suas margens, com a sua variada espécie de peixes; com
a plantação de arroz; com a sua ilha, será apenas uma pobre lembrança dos seus tempos áureos.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
ELEIÇÕES 2010 - Rápida análise - Sergipe
As eleições se aproximam, 03 de outubro bate às nossas portas, os candidatos se preparam, entro no site do TRE e pesquiso, - só voto pelo mérito do candidato -, nessa hora descarto o candidato amigo. Os pretendentes a cargos eletivos são muitos. Ei-los: 7 candidatos para governadores do Estado; 14 para senadores; 65 para deputados federais e 141 para deputados estaduais. Acreditem, foi muito difícil a escolha dos pleiteantes, principalmente nos cargos de deputado federal e estadual. Estadual então, tive mais dificuldade. Os conhecidos são os mesmos da legislatura anterior. Não vi nada que eles fizeram pela populaçao sofrida de Sergipe. Talvez tenham legislado em causa própria ou para beneficiar os seus apaniguados. Olho, vejo, e fico em dúvidas. Os que estão no legislativo federal e estadual querem voltar. Aliás, um Senador sergipano já falecido - Heribaldo Vieira -, já dizia que ser Senador é estar no céu. É isso mesmo.Dessa vez, para o Senado a coisa está feia, Albano entrou na raia e melou o partido do governo que já tem os seus preferidos. O Jackson se sacrificou para dar a vaga ao Amorim, que detém um grande número de partidos coligados com o PT. Aí Albano está independente, mas pretende tomar uma das vagas de Senador. Do lado do DEM os candidatos correm por fora e o MACHADO tem alguma possibilidade de uma das vagas, apoiado pelo ex-governador João Alves.Acho que o CACHO ainda é verde para pleitear uma vaga no Senado, muito embora tenha o legítimo direito de concorrer. E o pior é que a eleição virou o "samba do crioulo doido", já que não há vinculação os candidatos de um partido apoiam candidatos de outro partido. Senão vejamos: Albano, independente, é apoiado por candidatos das diversas siglas; o mesmo ocorre com Amorim, Valadares, Machado e outros de menor porte. Taí, a eleição tá embaralhada. Às vezes, na rua, tenho dificuldades de detectar o nome do candidato, pois muitos só colocam o número. Já fiz a minha "cola", mas só Deus sabe como.
terça-feira, 13 de julho de 2010
GESTÃO AMBIENTAL - comentário
A Profa. Jenny Dantas Barbosa, do Curso de Administração de Empresas da UFS, publica no Jornal da Cidade, na coluna Opinião, sob o título (Indi) gestão ambiental: teoria robusta e prática esquálida, na edição de 10.07.2010, artigo bastante interessante, abordando a consciência ambiental da população brasileira.
Em seu artigo, bastante elucidativo, diz a mestra: " Todos falam que estão preocupados com o meio ambiente, que vão reduzir o consumo de energia, de água, de comb ustível, mas poucos estão dispostos a fazer um mínimo sacrifício".
De fato, poucos desligam o ar condicionado; poucos levam 2 ou 3 pessoas em seus carros para o trabalho, alegando que vão levar filho no colégio, vão à academia e outras desculpas, multiplicando-se o número de veículos na cidade, e, por consequência, contribuindo para a poluição ambiental.
Para a mestra, deveria haver um maior número de ciclovias nas cidades, a fim de as pessoas usarem mais bicicletas, como nos países da Ásia.
Mais adiante a profa. comentou que um prof. da Ufs, convidado para um evento, informou que sua família, composta de 4 pessoas, dispunha de 5 computadores, 4 aparelhos de ar condicionado e 3 refrigeradores no apt. onde vivem. Achou um escândalo, quando poucos dispõe m apenas de um computador e a maioria nem possui.
Em visita que a profa. fez à China, constatou que lá é fácil comprar um veículo, difícil é conseguir licenciá-lo, pois o governo, a fim de inibir o consumo, cobra cerca de de 8 mil dólares para fornecer a licença. Todavia na Ásia os governantes incentivam a aquisição de motos, menos agressivas ao meio ambiente.
A profa. traça um perfil do brasileiro que, quer na sua casa, no seu condomínio, no seu bairro e na sua cidade, não se utilizam da prática saudável de contribuir para minimizar a poluição ambiental.
Na Europa, Austrália e Nova Zelândia as pessoas usam duchas em seus banhos, e são desestimuladas a tomar demorados banhos, fechando a torneira quando se ensaboam, prática que não é muito adotada no Brasil, mesmo sabendo-se que a água é um bem escasso e não eterno.
A mestra constatou ultimamente um fato interessante, indo a caminho do aeroporto em um táxi verificou que um outro veículo passara por ela e o motorista jogou pela janela a embalagem de um picolé e depois cascas de amendoim. O taxista se acercou do carro e entregou ao mal educado condutor um saquinho para colocar lixo. Nesse gesto do taxista constatou-se enorme consciência e uma prática ambiental.
Em seu artigo, bastante elucidativo, diz a mestra: " Todos falam que estão preocupados com o meio ambiente, que vão reduzir o consumo de energia, de água, de comb ustível, mas poucos estão dispostos a fazer um mínimo sacrifício".
De fato, poucos desligam o ar condicionado; poucos levam 2 ou 3 pessoas em seus carros para o trabalho, alegando que vão levar filho no colégio, vão à academia e outras desculpas, multiplicando-se o número de veículos na cidade, e, por consequência, contribuindo para a poluição ambiental.
Para a mestra, deveria haver um maior número de ciclovias nas cidades, a fim de as pessoas usarem mais bicicletas, como nos países da Ásia.
Mais adiante a profa. comentou que um prof. da Ufs, convidado para um evento, informou que sua família, composta de 4 pessoas, dispunha de 5 computadores, 4 aparelhos de ar condicionado e 3 refrigeradores no apt. onde vivem. Achou um escândalo, quando poucos dispõe m apenas de um computador e a maioria nem possui.
Em visita que a profa. fez à China, constatou que lá é fácil comprar um veículo, difícil é conseguir licenciá-lo, pois o governo, a fim de inibir o consumo, cobra cerca de de 8 mil dólares para fornecer a licença. Todavia na Ásia os governantes incentivam a aquisição de motos, menos agressivas ao meio ambiente.
A profa. traça um perfil do brasileiro que, quer na sua casa, no seu condomínio, no seu bairro e na sua cidade, não se utilizam da prática saudável de contribuir para minimizar a poluição ambiental.
Na Europa, Austrália e Nova Zelândia as pessoas usam duchas em seus banhos, e são desestimuladas a tomar demorados banhos, fechando a torneira quando se ensaboam, prática que não é muito adotada no Brasil, mesmo sabendo-se que a água é um bem escasso e não eterno.
A mestra constatou ultimamente um fato interessante, indo a caminho do aeroporto em um táxi verificou que um outro veículo passara por ela e o motorista jogou pela janela a embalagem de um picolé e depois cascas de amendoim. O taxista se acercou do carro e entregou ao mal educado condutor um saquinho para colocar lixo. Nesse gesto do taxista constatou-se enorme consciência e uma prática ambiental.
quarta-feira, 17 de março de 2010
UMA CRÔNICA PARA ARACAJU
Hoje acordei com uma vontade danada de fazer uma crônica sobre Aracaju na data do seu aniversário. 155 anos se passaram de sua emancipação. Inácio Barbosa, governante da época ,fez a transferência de São Cristóvão, porisso, durante muitos anos, foi conhecida como a Barbosópolis (cidade de Barbosa). E nesse episódio lembro do lendário João Bebe Água, daquela cidade, que guardou foguetes para a volta da capital para a antiga 4a. cidade mais antiga do Brasil.
Conheci Aracaju ,há muitos anos, 64, mais precisamente, quando meus familiares vieram para a capital. Foi amor à primeira visita, como acentuou uma jornalista da terra.
À época a cidade, uma menina interiorana, já desabrochava para a vida.
Aos meus oito anos, - ai que saudades que eu tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais -, no dizer do poeta.
Bem, aos meus oito anos, minha avó me trouxe de férias da pequenina São Brás (AL) para conhecer Aracaju. O menino pega o trem em Propriá e chega até Aracaju. Desce na estação, onde hj. se localiza o mercadão.
Encanta-se, tudo é muito bonito, sua vó e sua tia vêm recebê-lo e levá-lo para a residência, localizada na rua Dom Quirino. Até os jardins do cemitério Santa Isabel eram novidades para o pobre menino.
Lembro que passando na hj. Av. João Ribeiro, havia um derrame de farinha do reino na calçada, o menino não entendia.
Mas depois lhe informaram que se tratava de um comerciante italiano - Nicola Mandarino -, que apoiava as tropas do eixo Berlim-Roma-Tóquio, mantendo contactos com os submarinos alemães que torpedearam os navios brasileiros Baependi, Arara, Araraquara, nas costas de Sergipe. Então os estudantes do meu velho Atheneu quebraram tudo do italiano.
Lembro dos bondes que passavam pela rua Dom Quirino; das "marinetes" (hj. ônibus) que passavam pela Av. Simeão Sobral em demanda ao interior. Eram os ônibus de Marinho Tavares se dirigindo para o interior do Estado.
Meu avô tinha um fabrico de mariolas e ia vender nos diversos bairros, principalmente nas Oficinas (hj. Siqueira Campos) e eu o acompanhava, e assim fui conhecendo a cidade que tinha poucos bairros à época.
Mas terminam as minhas férias e volto para minha cidadezinha no Estado de Alagoas.
Mas já estava traçado, brevemente voltaria a Aracaju e aconteceu no ano de 1946, com a morte de meu pai, que trabalhava em Passagem -Neópolis (SE), já agora vou morar na rua de Capela, mas tinha saudades da rua Dom Quirino.
Agora, Aracaju, vejo você com outros olhos, mais bonita, mais desenvolvida, ainda com seus bondes,
seus colégios, seus clubes, seu comércio regorgitando de gente.
É uma segunda fase e novos fatos se apresentam. Os chamados "Altos de Areia", localizados em muitos lugares da terra, desaparecem na administração do Governador Leandro Maciel. Em um daqueles locais foi construída a Rodoviária Velha.
Aracaju antiga, do seu mercado, das suas retretas, dos seus clubes sociais, do seu carnaval que começava na rua José do Prado Franco e terminava no Palácio do Governo; Aracaju da Associação Atlética de Sergipe, do Vasco, do Cotinguiba, do Sergipe, também clubes sociais; Aracaju do trem "estrela do norte" cujo destino era Salvador; Aracaju do navio "Loirinha", com turistas no estuário do rio Sergipe; Aracaju da Escola Normal, com suas belas normalistas, imortalizadas na música de Nelson Gonçalves; Aracaju do Cacique Chá, onde se reuniam os intelectuais da terra como o Prof. Alberto Carvalho, o advogado Jaime Araújo, o promotor Fernando Nunes e outros; Aracaju do poeta Santo Souza, que formava a antiga tríade Santos Santana/Santos Mendonça e Santo Souza; Aracaju dos juristas Gonçalo R. Leite, Osman Hora Fontes, Carvalho Neto, Mons. Dr. Alberto Bragança de Azevedo e outros; Aracaju dos meus profs. do Ginásio , Gonçalo R. Leite, Franco Freire, Ofenísia S. Freire, Gentil Tavares, José A. da Rocha Lima e outros; Aracaju dos meus Profs. de Direito, Gonçalo, Osman, Olavo, Juçara, Luiz Carlos F. Alencar e outros; Aracaju dos meus tempos de bancário na Casa Bancária de Crédito Sergipense e depois Banco do Brasil.
Durante esses 155 anos Aracaju se transformou, mudou, mas é bela, faceira; Aracaju dos seus antigos cinemas Vitória, Rio Branco, Rex, Aracaju, Senhor do Bonfim, que hoje, com o advento dos Shoppings, desapareceram e se localizam apenas nos Hippers mercados; Aracaju da "cascatinha", da"Iara", das festas ao redor da Matriz, do "seu" Tobias; Aracaju também das ruas de Bonfim, Lagarto, Simão Dias, onde predominava o meretrício.
Finalizando, quero lhe parabenizar por essa data, com suas longas avenidas, construções verticais, caminhando a passo célere para uma metrópole.
Conheci Aracaju ,há muitos anos, 64, mais precisamente, quando meus familiares vieram para a capital. Foi amor à primeira visita, como acentuou uma jornalista da terra.
À época a cidade, uma menina interiorana, já desabrochava para a vida.
Aos meus oito anos, - ai que saudades que eu tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais -, no dizer do poeta.
Bem, aos meus oito anos, minha avó me trouxe de férias da pequenina São Brás (AL) para conhecer Aracaju. O menino pega o trem em Propriá e chega até Aracaju. Desce na estação, onde hj. se localiza o mercadão.
Encanta-se, tudo é muito bonito, sua vó e sua tia vêm recebê-lo e levá-lo para a residência, localizada na rua Dom Quirino. Até os jardins do cemitério Santa Isabel eram novidades para o pobre menino.
Lembro que passando na hj. Av. João Ribeiro, havia um derrame de farinha do reino na calçada, o menino não entendia.
Mas depois lhe informaram que se tratava de um comerciante italiano - Nicola Mandarino -, que apoiava as tropas do eixo Berlim-Roma-Tóquio, mantendo contactos com os submarinos alemães que torpedearam os navios brasileiros Baependi, Arara, Araraquara, nas costas de Sergipe. Então os estudantes do meu velho Atheneu quebraram tudo do italiano.
Lembro dos bondes que passavam pela rua Dom Quirino; das "marinetes" (hj. ônibus) que passavam pela Av. Simeão Sobral em demanda ao interior. Eram os ônibus de Marinho Tavares se dirigindo para o interior do Estado.
Meu avô tinha um fabrico de mariolas e ia vender nos diversos bairros, principalmente nas Oficinas (hj. Siqueira Campos) e eu o acompanhava, e assim fui conhecendo a cidade que tinha poucos bairros à época.
Mas terminam as minhas férias e volto para minha cidadezinha no Estado de Alagoas.
Mas já estava traçado, brevemente voltaria a Aracaju e aconteceu no ano de 1946, com a morte de meu pai, que trabalhava em Passagem -Neópolis (SE), já agora vou morar na rua de Capela, mas tinha saudades da rua Dom Quirino.
Agora, Aracaju, vejo você com outros olhos, mais bonita, mais desenvolvida, ainda com seus bondes,
seus colégios, seus clubes, seu comércio regorgitando de gente.
É uma segunda fase e novos fatos se apresentam. Os chamados "Altos de Areia", localizados em muitos lugares da terra, desaparecem na administração do Governador Leandro Maciel. Em um daqueles locais foi construída a Rodoviária Velha.
Aracaju antiga, do seu mercado, das suas retretas, dos seus clubes sociais, do seu carnaval que começava na rua José do Prado Franco e terminava no Palácio do Governo; Aracaju da Associação Atlética de Sergipe, do Vasco, do Cotinguiba, do Sergipe, também clubes sociais; Aracaju do trem "estrela do norte" cujo destino era Salvador; Aracaju do navio "Loirinha", com turistas no estuário do rio Sergipe; Aracaju da Escola Normal, com suas belas normalistas, imortalizadas na música de Nelson Gonçalves; Aracaju do Cacique Chá, onde se reuniam os intelectuais da terra como o Prof. Alberto Carvalho, o advogado Jaime Araújo, o promotor Fernando Nunes e outros; Aracaju do poeta Santo Souza, que formava a antiga tríade Santos Santana/Santos Mendonça e Santo Souza; Aracaju dos juristas Gonçalo R. Leite, Osman Hora Fontes, Carvalho Neto, Mons. Dr. Alberto Bragança de Azevedo e outros; Aracaju dos meus profs. do Ginásio , Gonçalo R. Leite, Franco Freire, Ofenísia S. Freire, Gentil Tavares, José A. da Rocha Lima e outros; Aracaju dos meus Profs. de Direito, Gonçalo, Osman, Olavo, Juçara, Luiz Carlos F. Alencar e outros; Aracaju dos meus tempos de bancário na Casa Bancária de Crédito Sergipense e depois Banco do Brasil.
Durante esses 155 anos Aracaju se transformou, mudou, mas é bela, faceira; Aracaju dos seus antigos cinemas Vitória, Rio Branco, Rex, Aracaju, Senhor do Bonfim, que hoje, com o advento dos Shoppings, desapareceram e se localizam apenas nos Hippers mercados; Aracaju da "cascatinha", da"Iara", das festas ao redor da Matriz, do "seu" Tobias; Aracaju também das ruas de Bonfim, Lagarto, Simão Dias, onde predominava o meretrício.
Finalizando, quero lhe parabenizar por essa data, com suas longas avenidas, construções verticais, caminhando a passo célere para uma metrópole.
domingo, 15 de novembro de 2009
UMA RUA (AVENIDA) CHAMADA JORNALISTA SANTOS SANTANA
UMA RUA (AVENIDA) CHAMADA JORNALISTA SANTOS SANTANA
È verdade, não é uma rua chamada pecado, título de um velho filme. É, sim, Avenida jornalista SANTOS SANTANA. Percorro a Avenida, fico emocionado, começa nas imediações da Sementeira e vai até a rótula do shopping “jardins”. Após a morte do jornalista, o povo sergipano, através do poder legislativo municipal, prestou-lhe justa homenagem. O prefeito da época sancionou a norma jurídica.
A notícia é alvissareira e se me fosse possível dar a notícia ao homenageado, faria da seguinte forma: ARNULFO (Santos Santana), você já é nome de rua (Avenida) na sua Barbosópolis, terra que você tanto amou e que passou três décadas de sua vida convivendo com os sergipanos. Fato que se deu nas décadas de 50 a 80.
Confesso, meu irmão, que não sei se esta carta lhe será entregue, pois, segundo jornalista da terra, você é o locutor do céu. Mas se você não estiver presente, ocupado com a sua emissora celestial, os seus colegas, que também deverão fazer parte do “cast” da rádio, Santos Mendonça, Silva Lima, Carlito Melo e o contolista da rádio Liberdade, Gileno, lhe entregarão este documento.
Como vê, ARNULFO, apesar de você ter nascido na pequenina São Brás, banhada pelo Velho Chico, Estado de Alagoas, o povo da terra de Sílvio e Tobias, outorgaram-lhe essa honraria. Você veio de canoa para Própria e fez a opção por Aracaju e não Maceió, apesar de você ter estudado em Penedo, no colégio do Sr. BEM-BEM. Aliás, você dedicou um programa na rádio Liberdade a Penedo. Título: “ A VOZ DE PENEDO”. Mas fincou raízes aqui e para esta terra abençoada trouxe o resto da família. Lembro de um telegrama seu para os familiares, após a morte de nosso pai. À época você prestava serviços à Marinha do Brasil: “seguirei primeiro navio e aí acertaremos os nossos destinos”. E você chegou e traçou os nossos destinos.
Lembro de quando você lia diariamente a revista “ O CRUZEIRO”, dando entonação de locutor. Submeteu-se a teste na rádio Liberdade e foi aprovado. Foram seus colegas, naqueles tempos, ANTONIO LEOLINO, SANTOS MENDONÇA, o poetinha SANTO SOUZA, CARLITO MELO, RAIMUNDO SILVA, entre outros, na rádio Liberdade.
Além da Liberdade, você esteve na antiga DIFUSORA, e conviveu com JOSÉ EUGÊNIO, WELLINGTON ELIAS e outros. Por fim, chegou à CULTURA e ali encontrou o hoje famoso noticiarista de TV Gilvan Fontes. Também Fernando Pereira, Irandi Santos, Carlos Magalhães, e outros. Esta última emissora também lhe prestou homenagem com uma medalha no aniversário da emissora.
Hoje, ARNULFO, a sua Aracaju mudou muito, não é a mesma dos anos 80. O progresso também chegou aqui. É uma pena que você não participa da era da informática, são os computadores de última geração e os celulares, não existe mais máquina de escrever de seu tempo.
Mas é importante que lhe diga que o povo sergipano não lhe esqueceu. O EVANDO, o HUGO COSTA, seu primo-irmão, o GILVAN FONTES, que começou com você na locução jornalística na rádio Cultura, o Carlos RODRIGUES, que fez praticamente um seminário abordando suas crônicas no livro “ARACAJU DOS MEUS AMORES”, o ALCEU MONTEIRO e muitos outros.
É importante lhe dizer que você esta imortalizado. Não é um acadêmico da ASL, mas poderia sê-lo, se tivesse vida para tanto. Jornalista lá estão, como seu amigo JOÃO OLIVA ALVES, JOSÉ AMADO NASCIMENTO, entre outros.
Por último, quero lhe pedir um favor, aliás, dois favores: agradeça ao seu amigo-irmão EVANDO que, instado a fazer reportagem sobre a AVENIDA jornalista SANTOS SANTANA, fé-lo imediatamente, designando a jornalista Célia Silva, para tratar da matéria. O segundo favor deve ser dirigido ao jornalista NAZÁRIO PIMENTEL, que me passou o seguinte telegrama: “Prezado Amigo, não pense você que perdeu um irmão; não fique a imaginar que hoje está sozinho. Santos Santana é uma daquelas figuras que não morre. Sempre otimista nos momentos mais difíceis, alegre e irreverente, em todas as ocasiões. Aonde você ler o dia a dia da notícia ele estará presente. Por tudo isso, fique certo, SANTOS SANTANA é hoje no mundo conturbado em que vivemos o símbolo daquilo que almejamos: um mundo melhor para todos nós.Não lhe transmito pêsames, digo apenas que Santos Santana está viajando em busca do bem-estar para todos aqueles que acreditam que teremos muito breve um amanhã com mais AMOR. Um forte abraço do companheiro NAZÁRIO PIMENTEL, Diretor do Jornal de Sergipe”.
Abraços, que você esteja coberto pelo manto sagrado.
Luiz Santana..
Em 27 de julho de 2007.
È verdade, não é uma rua chamada pecado, título de um velho filme. É, sim, Avenida jornalista SANTOS SANTANA. Percorro a Avenida, fico emocionado, começa nas imediações da Sementeira e vai até a rótula do shopping “jardins”. Após a morte do jornalista, o povo sergipano, através do poder legislativo municipal, prestou-lhe justa homenagem. O prefeito da época sancionou a norma jurídica.
A notícia é alvissareira e se me fosse possível dar a notícia ao homenageado, faria da seguinte forma: ARNULFO (Santos Santana), você já é nome de rua (Avenida) na sua Barbosópolis, terra que você tanto amou e que passou três décadas de sua vida convivendo com os sergipanos. Fato que se deu nas décadas de 50 a 80.
Confesso, meu irmão, que não sei se esta carta lhe será entregue, pois, segundo jornalista da terra, você é o locutor do céu. Mas se você não estiver presente, ocupado com a sua emissora celestial, os seus colegas, que também deverão fazer parte do “cast” da rádio, Santos Mendonça, Silva Lima, Carlito Melo e o contolista da rádio Liberdade, Gileno, lhe entregarão este documento.
Como vê, ARNULFO, apesar de você ter nascido na pequenina São Brás, banhada pelo Velho Chico, Estado de Alagoas, o povo da terra de Sílvio e Tobias, outorgaram-lhe essa honraria. Você veio de canoa para Própria e fez a opção por Aracaju e não Maceió, apesar de você ter estudado em Penedo, no colégio do Sr. BEM-BEM. Aliás, você dedicou um programa na rádio Liberdade a Penedo. Título: “ A VOZ DE PENEDO”. Mas fincou raízes aqui e para esta terra abençoada trouxe o resto da família. Lembro de um telegrama seu para os familiares, após a morte de nosso pai. À época você prestava serviços à Marinha do Brasil: “seguirei primeiro navio e aí acertaremos os nossos destinos”. E você chegou e traçou os nossos destinos.
Lembro de quando você lia diariamente a revista “ O CRUZEIRO”, dando entonação de locutor. Submeteu-se a teste na rádio Liberdade e foi aprovado. Foram seus colegas, naqueles tempos, ANTONIO LEOLINO, SANTOS MENDONÇA, o poetinha SANTO SOUZA, CARLITO MELO, RAIMUNDO SILVA, entre outros, na rádio Liberdade.
Além da Liberdade, você esteve na antiga DIFUSORA, e conviveu com JOSÉ EUGÊNIO, WELLINGTON ELIAS e outros. Por fim, chegou à CULTURA e ali encontrou o hoje famoso noticiarista de TV Gilvan Fontes. Também Fernando Pereira, Irandi Santos, Carlos Magalhães, e outros. Esta última emissora também lhe prestou homenagem com uma medalha no aniversário da emissora.
Hoje, ARNULFO, a sua Aracaju mudou muito, não é a mesma dos anos 80. O progresso também chegou aqui. É uma pena que você não participa da era da informática, são os computadores de última geração e os celulares, não existe mais máquina de escrever de seu tempo.
Mas é importante que lhe diga que o povo sergipano não lhe esqueceu. O EVANDO, o HUGO COSTA, seu primo-irmão, o GILVAN FONTES, que começou com você na locução jornalística na rádio Cultura, o Carlos RODRIGUES, que fez praticamente um seminário abordando suas crônicas no livro “ARACAJU DOS MEUS AMORES”, o ALCEU MONTEIRO e muitos outros.
É importante lhe dizer que você esta imortalizado. Não é um acadêmico da ASL, mas poderia sê-lo, se tivesse vida para tanto. Jornalista lá estão, como seu amigo JOÃO OLIVA ALVES, JOSÉ AMADO NASCIMENTO, entre outros.
Por último, quero lhe pedir um favor, aliás, dois favores: agradeça ao seu amigo-irmão EVANDO que, instado a fazer reportagem sobre a AVENIDA jornalista SANTOS SANTANA, fé-lo imediatamente, designando a jornalista Célia Silva, para tratar da matéria. O segundo favor deve ser dirigido ao jornalista NAZÁRIO PIMENTEL, que me passou o seguinte telegrama: “Prezado Amigo, não pense você que perdeu um irmão; não fique a imaginar que hoje está sozinho. Santos Santana é uma daquelas figuras que não morre. Sempre otimista nos momentos mais difíceis, alegre e irreverente, em todas as ocasiões. Aonde você ler o dia a dia da notícia ele estará presente. Por tudo isso, fique certo, SANTOS SANTANA é hoje no mundo conturbado em que vivemos o símbolo daquilo que almejamos: um mundo melhor para todos nós.Não lhe transmito pêsames, digo apenas que Santos Santana está viajando em busca do bem-estar para todos aqueles que acreditam que teremos muito breve um amanhã com mais AMOR. Um forte abraço do companheiro NAZÁRIO PIMENTEL, Diretor do Jornal de Sergipe”.
Abraços, que você esteja coberto pelo manto sagrado.
Luiz Santana..
Em 27 de julho de 2007.
domingo, 6 de setembro de 2009
LUIZ SANTANA - HISTÓRIA DE UMA VIDA
Pede-me o Jornal da Cidade, através de seu competente jornalista, um apanhado, uma pequena biografia de minha vida em terras alagoanas, sergipanas e baianas. Faço-o agora, a fim de dar conhecimento das atividades vividas em mais de meio século.
Nasci na cidadezinha de SÃO BRÁS, Estado de Alagoas, localizada à margem esquerda do rio São Francisco, em 04 de agosto de 1933, portanto hoje já sou um setentão bem vivido, atravessando boas e más fases da vida, mas quem não as passa? Ultrapassei as piores e me sinto hoje realizado nas tarefas que abracei.
Meus pais, - Hermes Santana e Áurea Santos Santana -, hoje falecidos, meu pai desapareceu com apenas 39 anos, na cidade de Penedo(AL) e minha mãezinha, aqui mesmo, nos meus braços, em janeiro de 2001, com 93 anos; meu genitor exercendo atividade de comerciante em São Brás e minha mãe vivia para cuidar dos filhos.
A família de meu pai era muito conhecida em São Brás, 11 irmãos, com dois padres na família, tio Fernando e tio Arnulfo, razão por que meu pai, em homenagem ao sacerdote, colocou o nome de ARNULFO em meu irmão mais velho, o saudoso Arnulfo SANTOS SANTANA.
Minha mãe chegou a ter 16 filhos, quase todos nasciam e faleciam, pois em São Brás não tinha médicos e era preciso levar para Própria (SE). Criaram-se apenas 3: Arnulfo, eu e Carmelita, esta última falecida já aqui em Aracaju, com 13 anos de idade, restaram o jornalista e este escriba.
Lembro da minha infância em São Brás, os amigos da época, a escola, o catecismo e, principalmente, o caudaloso rio São Francisco, que passava atrás de nossa casa, que beleza, meu Deus!!! E, como o jurisconsulto romano, CAIO, “ cai , dos meus olhos, uma gota” , ao lembrar-me do Velho Chico, e o menino de ontem lembra o poeta e profere: “ ai que saudades que eu tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais”....
Os negócios de meu pai não dão certo e nós,numa canoazinha, - ainda me lembro -, vamos morar na vila da Passagem – Neópolis – Sergipe, na casa de tia Maria. A casinha de minha tia era de palha e passamos alguns meses por lá. Posteriormente meu pai, operário da fábrica da Passagem, melhora de situação e vamos morar em uma casa da fábrica na rua do futebol.
Na Passagem estudava e era coroinha da igreja. A minha professora LILA usava uma régua nas aulas e muitas vezes tomei bolos em minhas mãos porque não acertava alguma indagação.
Mas meu pai, Hermes, já gozava de prestígio e fazia parte de sindicatos em Neópolis; fazia discursos. Hoje, rememorando os fatos, entendo que foi em 1945, período da redemocratização do País, fim do Estado Novo, presidido pela Constituição de 1937, a “polaca”, modelo polonês.
Pois bem, nessas andanças, atravessando da Passagem para Penedo, meu pai é acometido de febre tifóide, e à época ainda não existia a cloromicetina, faleceu em Penedo e o corpo trasladado para São Brás, onde estão os seus restos mortais.
Á época meu irmão Arnulfo, que já estivera com um tio em Barra da Estiva (BA), tio Fernando (padre), que todo ano levava 3 sobrinhos para educar, não era o que dizia meu irmão, sofriam nas mãos do sacerdote. Então, meu irmão faz concurso aqui na Capitania dos Portos e segue para a Marinha de Guerra do Brasil. E de lá, do Rio de Janeiro, navio fundeado por lá, ,manda o seguinte telegrama :” seguirei primeiro navio, aí acertaremos os nossos destinos” (Arnulfo).
Mais uma vez a família muda de endereço, agora Aracaju, casa de meus avós. É o ano de 1946, ainda, novembro, após a morte de meu pai.
É nesta terra ,abençoada por Deus, que me adotou e eu adotei-a, de coração, sem ter recebido títulos de cidadão aracajuano/sergipano, que tenho vivido mais de meio século; é aqui que fiz meus estudos; é aqui que criei meus filhos, um médico e uma advogada; é aqui que participei da formação da juventude sergipana, como professor de direito da UFS; é aqui que já advoguei,; é aqui que, finalmente, como funcionário do Banco do Brasil , Supervisor em Lagarto/Salgado e Gerente instalador da Ag. Em Campo do Brito(SE).
Mas, chegando a Aracaju, após a morte de meu pai, minha mãe, com uma pequena pensão, me botou no colégio Jackson de Figueiredo e ali fiz o quarto e o quinto ano de uma só vez. É que o prof. Benedito Alves de Oliveira disse que os alunos do quarto ano(eu cursava o quarto ano), que obtivessem a média 9 no meio do ano, passariam para o quinto e eu, o Prof. João Costa, depois nos encontramos na UFS como mestres, obtivemos e passamos para o quinto no meio do ano. Aí terminamos o quinto e fizemos exame de admissão para o velho Atheneuzinho, dirigido pelo Prof. Joaquim Sobral e fomos aprovados.
Termino o ginásio, mas preciso trabalhar para ajudar minha mãezinha e minha irmã Carmelita, que falece em 1954, estudante da Escola Normal. A princípio trabalho numa firma comercial – Cardoso, Costa & Cia. -, no hoje calçadão, vizinho ao antigo cinema Rio Branco. Mas me matriculei no curso de Técnico em Contabilidade, no primeiro ano
No velho Colégio Tobias Barreto e depois na Escola de Comércio. No Tobias encontrei o prof. Alberto Figueiredo, pai da advogada Denise Figueiredo, minha colega de Banco e de advocacia. Bem, Alberto me convida para trabalhar na Casa Bancária de Crédito Sergipense, onde ele era Contador. Aceito, e é aí que começa a minha vida bancária.
Termino o curso de Contabilidade lá vem novo convite: o Contador do Banco Comércio e Indústria me informa que em Salvador tem um banco – Banco de Crédito Popular -, que querem admitir um funcionário para o cargo de Chefe-de-serviço. Chorei ao sair da terrinha, mas fui seguir meu destino. A sede do Banco era na rua Portugal 12 e Miguel Calmon, 11, duas frentes. Ali me informam que o Banco vai abrir agências nas cidades de Jequié e Itabuna, se eu queria ser o contador instalador da agência. Vou, mas antes venho me casar com minha querida Odete, namorada dos tempos de colégio e escolho Jequié. Lá trabalho, nascem meus filhos, apenas 2, outros faleceram , pois temos o chamado FATOR RH.
Como Contador do Banco estava satisfeito, mas apareceu o concurso do Banco do Brasil, submeti-me e passei em primeiro lugar, no meio de 40 candidatos. Mas fui o último a assumir, dos 4 aprovados, porque fui acometido de asma brônquica alérgica e o médico não me deixava assumir, mas, finalmente, em 14.03.1958, assumi e passei 4 anos em Jequié. Meu irmão – Arnulfo -, dá baixa na Marinha e me pede para vir para Aracaju, a fim de ficar junto da família. Já tinha pedido transferência para São Paulo, Ag. Bom Retiro, mas cancelei e pedi transferência para Aracaju, e em 1962 assumo na velha Ag. da rua da frente. Mas ainda não esmoreço e presto vestibular para direito, sou aprovado e começa nova fase na minha v ida.
Mas faço um parêntese aqui, para citar alguns professores que passaram pela minha vida e participaram, definitivamente para a minha formação cultural: em São Brás não me lembro mais da professora, mas aqui em Sergipe, primeiro Passagem :– Prof. Lila; Jackson –: Profs. Benedito, Judite, Dulce; Atheneuzinho –: Franco Freire, José Augusto da Rocha Lima, Ofenísia Soares Freire, Mons. Dr. Alberto Bragança de Azevedo; Tobias –:Alberto Figueiredo;Minha querida Faculdade de Direito, ainda não era Dep. De Direito da UFS, aliás, Dr. Gonçalo, irmão de José Rollemberg Leite, não queria incorporar a Faculdade de Direito à UFS, ele dizia: “ já somos Faculdade Federal de Direito” e não temos interesse de participar da UFS. Tanto que se aposentou e o Prof. Garcia Moreno, Luiz Bispo, Osman Hora Fontes, Monteirinho e outros incorporaram a velha Faculdade à Ufs. Comungo do pensamento do jurista Gonçalo, como Faculdade o nosso curso era seriado. Veja na foto os colegas formandos, todos começaram no primeiro ano e fomos até o quinto ano. Indague-se aos colegas Carlos Britto, Marilza Maynard, Josefa Paixão, Artêmio, Aparecida, Célia, Netônio, ministro, Desembargadores, Juízes, todos meus contemporâneos, se o curso seriado não era mais produtivo e de maior aprendizagem, preparando melhor os operadores do direito. Fui prof. pelo sistema de crédito e não gostei, turmas heterogêneas.
Bem, concluo o curso de Direito em outubro/69 e sou convidado a ensinar a matéria EPB, recém-criada. Prestamos concurso e passamos a ensinar, definitivamente, a matéria. Somos 8 professores: Carlos Britto, Fernando Lins, José Osvaldo, José Antonio da Costa Melo, Antonio Soares de Araújo, eu, e outros que não me lembro.
Posteriormente, somos guindados às nossa áreas de origem, alguns, como eu, passamos a lecionar no Dep. De Direito. Assim é que, durante mais de 20 anos ministramos aulas de direito – IED e matérias correlatas. Em 1998, me aposento da Ufs e do Banco, desde outubro de 1985. Esta é a história, em resumo, da minha vida.
Nasci na cidadezinha de SÃO BRÁS, Estado de Alagoas, localizada à margem esquerda do rio São Francisco, em 04 de agosto de 1933, portanto hoje já sou um setentão bem vivido, atravessando boas e más fases da vida, mas quem não as passa? Ultrapassei as piores e me sinto hoje realizado nas tarefas que abracei.
Meus pais, - Hermes Santana e Áurea Santos Santana -, hoje falecidos, meu pai desapareceu com apenas 39 anos, na cidade de Penedo(AL) e minha mãezinha, aqui mesmo, nos meus braços, em janeiro de 2001, com 93 anos; meu genitor exercendo atividade de comerciante em São Brás e minha mãe vivia para cuidar dos filhos.
A família de meu pai era muito conhecida em São Brás, 11 irmãos, com dois padres na família, tio Fernando e tio Arnulfo, razão por que meu pai, em homenagem ao sacerdote, colocou o nome de ARNULFO em meu irmão mais velho, o saudoso Arnulfo SANTOS SANTANA.
Minha mãe chegou a ter 16 filhos, quase todos nasciam e faleciam, pois em São Brás não tinha médicos e era preciso levar para Própria (SE). Criaram-se apenas 3: Arnulfo, eu e Carmelita, esta última falecida já aqui em Aracaju, com 13 anos de idade, restaram o jornalista e este escriba.
Lembro da minha infância em São Brás, os amigos da época, a escola, o catecismo e, principalmente, o caudaloso rio São Francisco, que passava atrás de nossa casa, que beleza, meu Deus!!! E, como o jurisconsulto romano, CAIO, “ cai , dos meus olhos, uma gota” , ao lembrar-me do Velho Chico, e o menino de ontem lembra o poeta e profere: “ ai que saudades que eu tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais”....
Os negócios de meu pai não dão certo e nós,numa canoazinha, - ainda me lembro -, vamos morar na vila da Passagem – Neópolis – Sergipe, na casa de tia Maria. A casinha de minha tia era de palha e passamos alguns meses por lá. Posteriormente meu pai, operário da fábrica da Passagem, melhora de situação e vamos morar em uma casa da fábrica na rua do futebol.
Na Passagem estudava e era coroinha da igreja. A minha professora LILA usava uma régua nas aulas e muitas vezes tomei bolos em minhas mãos porque não acertava alguma indagação.
Mas meu pai, Hermes, já gozava de prestígio e fazia parte de sindicatos em Neópolis; fazia discursos. Hoje, rememorando os fatos, entendo que foi em 1945, período da redemocratização do País, fim do Estado Novo, presidido pela Constituição de 1937, a “polaca”, modelo polonês.
Pois bem, nessas andanças, atravessando da Passagem para Penedo, meu pai é acometido de febre tifóide, e à época ainda não existia a cloromicetina, faleceu em Penedo e o corpo trasladado para São Brás, onde estão os seus restos mortais.
Á época meu irmão Arnulfo, que já estivera com um tio em Barra da Estiva (BA), tio Fernando (padre), que todo ano levava 3 sobrinhos para educar, não era o que dizia meu irmão, sofriam nas mãos do sacerdote. Então, meu irmão faz concurso aqui na Capitania dos Portos e segue para a Marinha de Guerra do Brasil. E de lá, do Rio de Janeiro, navio fundeado por lá, ,manda o seguinte telegrama :” seguirei primeiro navio, aí acertaremos os nossos destinos” (Arnulfo).
Mais uma vez a família muda de endereço, agora Aracaju, casa de meus avós. É o ano de 1946, ainda, novembro, após a morte de meu pai.
É nesta terra ,abençoada por Deus, que me adotou e eu adotei-a, de coração, sem ter recebido títulos de cidadão aracajuano/sergipano, que tenho vivido mais de meio século; é aqui que fiz meus estudos; é aqui que criei meus filhos, um médico e uma advogada; é aqui que participei da formação da juventude sergipana, como professor de direito da UFS; é aqui que já advoguei,; é aqui que, finalmente, como funcionário do Banco do Brasil , Supervisor em Lagarto/Salgado e Gerente instalador da Ag. Em Campo do Brito(SE).
Mas, chegando a Aracaju, após a morte de meu pai, minha mãe, com uma pequena pensão, me botou no colégio Jackson de Figueiredo e ali fiz o quarto e o quinto ano de uma só vez. É que o prof. Benedito Alves de Oliveira disse que os alunos do quarto ano(eu cursava o quarto ano), que obtivessem a média 9 no meio do ano, passariam para o quinto e eu, o Prof. João Costa, depois nos encontramos na UFS como mestres, obtivemos e passamos para o quinto no meio do ano. Aí terminamos o quinto e fizemos exame de admissão para o velho Atheneuzinho, dirigido pelo Prof. Joaquim Sobral e fomos aprovados.
Termino o ginásio, mas preciso trabalhar para ajudar minha mãezinha e minha irmã Carmelita, que falece em 1954, estudante da Escola Normal. A princípio trabalho numa firma comercial – Cardoso, Costa & Cia. -, no hoje calçadão, vizinho ao antigo cinema Rio Branco. Mas me matriculei no curso de Técnico em Contabilidade, no primeiro ano
No velho Colégio Tobias Barreto e depois na Escola de Comércio. No Tobias encontrei o prof. Alberto Figueiredo, pai da advogada Denise Figueiredo, minha colega de Banco e de advocacia. Bem, Alberto me convida para trabalhar na Casa Bancária de Crédito Sergipense, onde ele era Contador. Aceito, e é aí que começa a minha vida bancária.
Termino o curso de Contabilidade lá vem novo convite: o Contador do Banco Comércio e Indústria me informa que em Salvador tem um banco – Banco de Crédito Popular -, que querem admitir um funcionário para o cargo de Chefe-de-serviço. Chorei ao sair da terrinha, mas fui seguir meu destino. A sede do Banco era na rua Portugal 12 e Miguel Calmon, 11, duas frentes. Ali me informam que o Banco vai abrir agências nas cidades de Jequié e Itabuna, se eu queria ser o contador instalador da agência. Vou, mas antes venho me casar com minha querida Odete, namorada dos tempos de colégio e escolho Jequié. Lá trabalho, nascem meus filhos, apenas 2, outros faleceram , pois temos o chamado FATOR RH.
Como Contador do Banco estava satisfeito, mas apareceu o concurso do Banco do Brasil, submeti-me e passei em primeiro lugar, no meio de 40 candidatos. Mas fui o último a assumir, dos 4 aprovados, porque fui acometido de asma brônquica alérgica e o médico não me deixava assumir, mas, finalmente, em 14.03.1958, assumi e passei 4 anos em Jequié. Meu irmão – Arnulfo -, dá baixa na Marinha e me pede para vir para Aracaju, a fim de ficar junto da família. Já tinha pedido transferência para São Paulo, Ag. Bom Retiro, mas cancelei e pedi transferência para Aracaju, e em 1962 assumo na velha Ag. da rua da frente. Mas ainda não esmoreço e presto vestibular para direito, sou aprovado e começa nova fase na minha v ida.
Mas faço um parêntese aqui, para citar alguns professores que passaram pela minha vida e participaram, definitivamente para a minha formação cultural: em São Brás não me lembro mais da professora, mas aqui em Sergipe, primeiro Passagem :– Prof. Lila; Jackson –: Profs. Benedito, Judite, Dulce; Atheneuzinho –: Franco Freire, José Augusto da Rocha Lima, Ofenísia Soares Freire, Mons. Dr. Alberto Bragança de Azevedo; Tobias –:Alberto Figueiredo;Minha querida Faculdade de Direito, ainda não era Dep. De Direito da UFS, aliás, Dr. Gonçalo, irmão de José Rollemberg Leite, não queria incorporar a Faculdade de Direito à UFS, ele dizia: “ já somos Faculdade Federal de Direito” e não temos interesse de participar da UFS. Tanto que se aposentou e o Prof. Garcia Moreno, Luiz Bispo, Osman Hora Fontes, Monteirinho e outros incorporaram a velha Faculdade à Ufs. Comungo do pensamento do jurista Gonçalo, como Faculdade o nosso curso era seriado. Veja na foto os colegas formandos, todos começaram no primeiro ano e fomos até o quinto ano. Indague-se aos colegas Carlos Britto, Marilza Maynard, Josefa Paixão, Artêmio, Aparecida, Célia, Netônio, ministro, Desembargadores, Juízes, todos meus contemporâneos, se o curso seriado não era mais produtivo e de maior aprendizagem, preparando melhor os operadores do direito. Fui prof. pelo sistema de crédito e não gostei, turmas heterogêneas.
Bem, concluo o curso de Direito em outubro/69 e sou convidado a ensinar a matéria EPB, recém-criada. Prestamos concurso e passamos a ensinar, definitivamente, a matéria. Somos 8 professores: Carlos Britto, Fernando Lins, José Osvaldo, José Antonio da Costa Melo, Antonio Soares de Araújo, eu, e outros que não me lembro.
Posteriormente, somos guindados às nossa áreas de origem, alguns, como eu, passamos a lecionar no Dep. De Direito. Assim é que, durante mais de 20 anos ministramos aulas de direito – IED e matérias correlatas. Em 1998, me aposento da Ufs e do Banco, desde outubro de 1985. Esta é a história, em resumo, da minha vida.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
COLAÇÃO DE GRAU DOS FORMANDOS DO CCBS
No dia 11 de agosto de 2009 , - que coincidência, dia da formação dos cursos jurídicos -, compareço ao Espaço Emes, convidado por um sobrinho, para assistir à colação de grau dos formandos do CCBS (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde), um dos Centros da Ufs. Os demais são: CCSA, onde fica Direito e cursos da área econômica, inclusive Serviço Social; CECH, onde se localizam diversos cursos, como Geografia, História, Letras, Pedagogia, Ciências Sociais, Filosofia, Psicologia, Sociologia, etc.; CCET, aí estão as Matemáticas, Física, Química, etc.
Bem, chego antes das 19 hs, data marcada para início da solenidade, evento que só começou depois das 8,30 hs. O espaço Emes é grande, sem conforto, próprio para as bandas de forró, tipo Aviões e outras.Os estudantes são dos cursos de Medicina, Enfermagem, Ed. Física, Eng. Florestal, Eng. Agronômica.Como participei de várias formaturas como Prof. da Ufs, Chefe de Departamento e Vice-Diretor do CCSA, sabia que a solenidade jamais começaria às 19 hs., dito e feito, começou quase às 21hs.Conversei com o Vice-Reitor, Prof. Antoniolli sobre os cursos e ele estava muito satisfeito. Todavia a mesa dos trabalhos é de apenas 4 pessoas: o Vice, substituindo o Reitor Josué, o Diretor do CCBS, Prof. Paixão, um Pró-Reitor, Prof. Arivaldo Montalvão e um Chefe do Dep. de Medicina, cujo nome esqueci.Agora é que a coisa pega, mas meus netos universitários me dizem que é normal. Estamos eu e a esposa assistindo aos discursos, todos sem conteúdo e já começa a algazarra, as buzinas começam a tocar. Cornetas iguais àquelas da África do Sul quando o Brasil jogou a copa das confederações.Durante meus quase 30 anos de Ufs nunca vi coisa igual. Tive vontade de sair, mas meu sobrinho ia receber o canudo e aguentei firme. A esposa já não suportava mais. Um garotinho de seus 7 anos chega perto de mim e apita, quase fura meus tímpanos. Como mudou, hein meus amigos. A formatura (colação de grau) sempre foi momento solene. Claro que os estudantes se regozijavam com o canudo que recebiam, exibiam à platéia, mas tudo com respeito e não com a demonstração de incivilidade que presenciei. A formatura hj. está descaracterizada. Até os médicos - curso que sempre foi considerado de elite -, entraram na gandaia. Não gostei e não espero mais participar de eventos dessa natureza.
Bem, chego antes das 19 hs, data marcada para início da solenidade, evento que só começou depois das 8,30 hs. O espaço Emes é grande, sem conforto, próprio para as bandas de forró, tipo Aviões e outras.Os estudantes são dos cursos de Medicina, Enfermagem, Ed. Física, Eng. Florestal, Eng. Agronômica.Como participei de várias formaturas como Prof. da Ufs, Chefe de Departamento e Vice-Diretor do CCSA, sabia que a solenidade jamais começaria às 19 hs., dito e feito, começou quase às 21hs.Conversei com o Vice-Reitor, Prof. Antoniolli sobre os cursos e ele estava muito satisfeito. Todavia a mesa dos trabalhos é de apenas 4 pessoas: o Vice, substituindo o Reitor Josué, o Diretor do CCBS, Prof. Paixão, um Pró-Reitor, Prof. Arivaldo Montalvão e um Chefe do Dep. de Medicina, cujo nome esqueci.Agora é que a coisa pega, mas meus netos universitários me dizem que é normal. Estamos eu e a esposa assistindo aos discursos, todos sem conteúdo e já começa a algazarra, as buzinas começam a tocar. Cornetas iguais àquelas da África do Sul quando o Brasil jogou a copa das confederações.Durante meus quase 30 anos de Ufs nunca vi coisa igual. Tive vontade de sair, mas meu sobrinho ia receber o canudo e aguentei firme. A esposa já não suportava mais. Um garotinho de seus 7 anos chega perto de mim e apita, quase fura meus tímpanos. Como mudou, hein meus amigos. A formatura (colação de grau) sempre foi momento solene. Claro que os estudantes se regozijavam com o canudo que recebiam, exibiam à platéia, mas tudo com respeito e não com a demonstração de incivilidade que presenciei. A formatura hj. está descaracterizada. Até os médicos - curso que sempre foi considerado de elite -, entraram na gandaia. Não gostei e não espero mais participar de eventos dessa natureza.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
FACULDADE DE DIREITO DE SERGIPE - II
Após buscas incessantes, em documentários da Faculdade, descubro peça importante na criação daquela Casa de Ensino Superior - a Ata de Fundação. Alegro-me, pois no documento vejo seus personagens, homens que até hoje são conhecidos e reconhecidos nacional e internacionalmente, como o jurista ANTÔNIO MANUEL DE CARVALHO NETO e outros como Manuel Ribeiro, Manuel Cabral Machado, Francisco Leite Neto, Gonçalo Rollemberg Leite, Armando Leite Rollemberg, Mário Cabral, Luiz Garcia e até o médico Augusto César Leite. A Ata de Fundação se deu aos vinte e oito dias do mês de fevereiro de mil novecentos e cinquenta, às dez horas, na sede do Conselho Penitenciário do Estado, sito à Pça. Olímpio Campos, nesta cidade de Aracaju, capital do Estado de Sergipe. Por aclamação dos presentes foi escolhido para presidir a sessão o Doutor Antônio Manuel de Carvalho Neto que convidou o Bacharel João de Araújo Monteiro para secretário. O Presidente fez sentir aos presentes da necessidade de se criar uma Faculdade de Direito em Sergipe, pois os estudantes daqui, quando terminavam o "clássico" ou o "científico" eram obrigados a ir para outrs centros cursar a ciência jurídica. Por outro, lado, dizia Doutor Carvalho Neto, " ... onde os nossos jovens possam estudar com mais facilidade, atendendo ao mesmo tempo à carência que vimos sentindo de Bacharéis em Direito para exercerem funções várias no Estado, quer na Magistratura, quer no Ministério Público". E eu acrescento, "data venia", nas lides advocatícias. Também fez sentir aos presentes as dificuldades naturais para instalação da Faculdade, face a falta de patrimônio, mas exortou que tinha confiança no êxito da iniciativa, pois contaria, - dizia o mestre -, com apoio da população, do Governo Federal e do Governo do Estado. Um dos fundadores - o Doutor Affonso Moreira Temporal -, propôs que os fundadores exerceriam o magistério sem qualquer remuneração, " enquanto a Faculdade não estiver em situação financeira que permita fixar vencimentos compatíveis com a função do professor catedrático". Posta em discussão a proposta, foi a mesma aprovada por unanimidade.Ainda lembro, que quando estudava direito, período de 1964/69, professores reclamavam que não tinam remuneração. Foram verdadeiros heróis, que preparam para o mundo jurídico nomes como Osório de Araújo Ramos, Luiz Bispo, Antonio Vieira Barreto, Alberto Carvalho, Hugo Costa, Artur Oscar de Oliveira Déda, José Barreto Prado, Paulo Almeida Machado, José Osvaldo Machado e Silva, Manuel Cândido Filho, Thiers Gonçalves de Santana, Pedro Iroíto Dórea Leó, Eduardo Cabral Menezes, Manoel Pascoal Nabuco D'Ávila , e mais recente o Ministro do STF, Dr. Carlos Augusto Ayres de Freitas Brito, Dra. Marilza Maynard, Dra. Josefa Paixão de Santana, Dr. Walter Franco, Dr. José Anderson Nascimento e muitos mais. Prosseguiremos pesquisando a vida da Faculdade de Direito de Sergipe. Bom dia, Aracaju, nesta sexta-feira santa.
segunda-feira, 30 de março de 2009
FACULDADE DE DIREITO DE SERGIPE - I

Há um bom tempo venho pesquisando a origem da Faculdade de Direito de Sergipe. Os documentos que comprovam a sua instalação nem sempre são fáceis de encontrar, mesmo na própria UFS, que a absorveu, nem em outros Órgãos. Mas não desanimei, em notícias esparsas, aqui e ali, e até alguns dados quando lá estive, como discente e posteriormente como docente, por volta do início da década de l970.
Do acervo colhido ,passo a dar as seguintes informações para os pósteros:
a) Em l950, um grupo de juristas patrícios fundou a Faculdade de Direito de Sergipe, buscando dar à mocidade sergipana, - que sempre foi vocacionada para os estudos jurídico-sociais -, o direito de graduar-se dentro do seu Estado, sem ter que ir para a Bahia ou outros centros;
b) Trabalhando em equipe, os fundadores conseguiram dotar Sergipe de uma Escola de direito;
c) Alguns dos fundadores tombaram no caminho, como Carvalho Neto, Octávio Leite, Enoch Santiago, Álvaro Silva e Leite Neto;
d) Mas continuaram a labutar, na senda do saber,Posteriormente os profs. Alberto Bragança de Azevedo, Gonçalo Rollemberg Leite, Hunald Cardoso, João de Araújo Monteiro, José da Silva Ribeiro Filho, Luiz Pereira de Melo, Manuel Cabral Machado, Olavo Ferreira Leite e Osman Hora Fontes;
e) Posteriormente assumem suas cátedras os profs. José Amado Nascimento, Balduíno Ramalho, Garcia Moreno, Bonifácio Fortes, José Silvério Leite Fontes, Waldemar Fortuna de Castro, Luiz Carlos Fontes de Alencar e Juçara Fernandes Fontes, além de outros que me fogem à memória.
Para conhecimento da comunidade, foto dos formandos de 1969 e alguns dos professores da época, onde também está este escriba.
Seguiremos contando a história da Faculdade de Direito de Sergipe.
Bom dia, Aracaju
sábado, 28 de março de 2009
CAOS TOMA CONTA DE ARACAJU

Diariamente, após caminhada nas redondezas, compro os jornais da terra para me informar sobre os últimos acontecimentos. Também ao café, tv. ligada, vejo as notícias internacionais, nacionais e locais. Costume de muito tempo. Mas hoje fiquei estarrecido. As manchetes dos três principais matutinos só falavam em "CAOS". Um dos jornais estampa: "mais de 180 mil usuários de transporte coletivo sofrem com a paralisação"; outro: " Aracaju vive manhã de caos e violência no centro"; e um terceiro, mais timidamente, também se refere à péssima situação por que passa o cidadão sergipano. É triste vê esse momento crucial. Como morador de Aracaju durante 60 anos jamais presenciei tal estado de coisas. Sempre houve greves, até a minha Universidade Federal faz greve, estive em várias naquela casa de ensino superior. Mas não um encadeamento de paralisações como agora. Essa parede (grève, do francês) vem ocorrendo em várias categorias profissionais, como dos motoristas de ônibus, dos professores estaduais e municipais. Outras categorias já ameaçam com a paralisação. Além do caos implantado, A DESO tem penalizado o aracajuano com a falta de água na cidade. O tal de rodízio, que não é cumprido como estabelecido. Mas os governantes acham que tudo está bem , - para alguns , diga-se de passagem -; o governo federal diz que é "uma marolinha", uma "gripe" que está assolando o País. Tomara que não seja o tsunami ou a gripe espanhola, que no início do século 20 dizimou milhares de brasileiros. Daqui a pouco vão insinuar que o caos foi promovido pelo governo anterior. Já estou cansado dessa conversa, é o único argumento que o líder do governo na Assembléia tem. É uma lenga-lenga danada, própria de quem não tem argumento. Segue-lhe o líder do governo municipal, o governo da "cidade de melhor qualidade de vida". Foi um achado para o Prefeito essa pesquisa feita por um órgão governamental. Quem não tem o que mostrar se ampara nas pesquisas feitas por amostragem. Acredito que a pesquisa foi feita aqui na zona sul, na 13 de Julho, na orla., etc. Vá visitar os bairros da periferia da zona norte para ver o que acontece. Bairros sem água, sem esgoto, sem luz elétrica. Esse é o quadro de nossa cidade. O Secretário de Educação, meu colega na UFS, pegou, como se diz " um rabo de foguete" e tenta apagá-lo, sem êxito. Pobres professores, que não recebem piso salarial da categoria e por sofismas a Secretaria informa que está cumprindo o que estatui a lei. Na verdade, o magistério, quer federal, estadual ou municipal não é reconhecido pelo poder público. Veja-se a UFS, quando lá estive vi greves de mais de 3 meses e o governo pouco ligava. Para concluir, transcrevo, aqui uma frase do ator global :" Em Sergipe, agora, a história é outra". É verdade, a história tá sendo outra, diferente dos governos que tiveram assento nos dois executivos, enfim, Aracaju tá sendo lançado no CAOS. Vamos ver se se levanta. Boa tarde, minha cidade.
terça-feira, 24 de março de 2009
BAIRROS DE ARACAJU DO SÉCULO 20
Do Estado de Alagoas, onde nasci, mais precisamente na cidade de São Brás, localizada à margem esquerda do rio São Francisco, o "velho Chico", chego à "metrópole", para mim, de Aracaju. Chamam-na, à época de Barbosópolis, em homenagem a Inácio Barbosa, governante da época, que transferiu de São Cristóvão para Aracaju a capital do Estado. Contam que um filho da terra sancristovense -" João Bebe Água", guardou por muitos anos os foguetes para espocar tão logo a capital voltasse para a sua terra. É essa Aracaju de 154 anos que encheu os meus olhos de alegria. Essa cidade de Barbosa ( o sufixo indica) me viu pisar o seu chão por volta da metade do século 20. À época poucos eram os seus bairros: Santo Antônio, Industrial, Oficinas
(Aribé, Siqueira Campos), Dezoito do Forte, Praia Formosa (hoje 13 de Julho), São José e "Carro Quebrado" ( hoje Av. Edézio Vieira de Melo). Era a época dos nossos queridos bondes, que percorriam todos esses bairros. Havia até o circular; Era a Aracaju bucólica, "Cidade Jardim", como também foi conhecida; Era a Aracaju das vitrines da rua João Pessoa (hj. Calçadão); Era a Aracaju dos carnavais da rua João Pessoa, festejo que percorria desde a José do Prado Franco até a pça. Fausto Cardoso. Vendia-se lança perfume a granel. Cada bairro tinha sua peculiaridade: Santo Antônio sempre dedicado ao santo casamenteiro e ali se instalou a classe média baixa, com suas casinhas. Lembro
bem da rua D. Quirino, onde o bonde passava; Simeão Sobral, por onde trafegavam os ônibus que se dirigiam ao interior do Estado. Eram veículos da empresa Marinho Tavares. Ficavam estacionados na rua da frente, ao lado da alfândega, no hidroviário. Bairro Industrial com suas fábricas de tecidos: Confiança e Sergipe Industrial; Oficinas/Aribé/Siq. Campos, onde se desenvolvia, à época, o comércio, com suas bodegas, mercearias e a estação de trem Leste Brasileiro, hoje desativada. Dezoito do Forte, que se desenvolveu junto ao Quartel do 28BC. Praia Formosa (hj. 13 de Julho), local da aristocracia sergipana, ali tinha os Clubes Sergipe e
Cotinguiba, depois o Iate, dedicados às regatas. São José, bairro onde se encontra a igreja do mesmo nome, ficava à beira dos mangues. Carro Quebrado era quase que uma vila, com suas casinhas de palha, vizinho ao São José. Depois, no governo Leandro Maciel nasceu Brasília, mangues aterrados com a areia das ruas Capela, Bonfim, Lagarto. Este era o quadro da Aracaju dos anos cinquenta. Bom dia, Aracaju.
(Aribé, Siqueira Campos), Dezoito do Forte, Praia Formosa (hoje 13 de Julho), São José e "Carro Quebrado" ( hoje Av. Edézio Vieira de Melo). Era a época dos nossos queridos bondes, que percorriam todos esses bairros. Havia até o circular; Era a Aracaju bucólica, "Cidade Jardim", como também foi conhecida; Era a Aracaju das vitrines da rua João Pessoa (hj. Calçadão); Era a Aracaju dos carnavais da rua João Pessoa, festejo que percorria desde a José do Prado Franco até a pça. Fausto Cardoso. Vendia-se lança perfume a granel. Cada bairro tinha sua peculiaridade: Santo Antônio sempre dedicado ao santo casamenteiro e ali se instalou a classe média baixa, com suas casinhas. Lembro
bem da rua D. Quirino, onde o bonde passava; Simeão Sobral, por onde trafegavam os ônibus que se dirigiam ao interior do Estado. Eram veículos da empresa Marinho Tavares. Ficavam estacionados na rua da frente, ao lado da alfândega, no hidroviário. Bairro Industrial com suas fábricas de tecidos: Confiança e Sergipe Industrial; Oficinas/Aribé/Siq. Campos, onde se desenvolvia, à época, o comércio, com suas bodegas, mercearias e a estação de trem Leste Brasileiro, hoje desativada. Dezoito do Forte, que se desenvolveu junto ao Quartel do 28BC. Praia Formosa (hj. 13 de Julho), local da aristocracia sergipana, ali tinha os Clubes Sergipe e
Cotinguiba, depois o Iate, dedicados às regatas. São José, bairro onde se encontra a igreja do mesmo nome, ficava à beira dos mangues. Carro Quebrado era quase que uma vila, com suas casinhas de palha, vizinho ao São José. Depois, no governo Leandro Maciel nasceu Brasília, mangues aterrados com a areia das ruas Capela, Bonfim, Lagarto. Este era o quadro da Aracaju dos anos cinquenta. Bom dia, Aracaju.
segunda-feira, 23 de março de 2009

O ATHENEU
Não se trata aqui da obra famosa de Aluísio Azevedo no século dezenove, mas do Atheneu de Sergipe, do meu Atheneu. Passo em frente ao prédio, na Av. Ivo do Prado, e me entristece ver o estado daquela escola, que produziu os maiores vultos da intelectualidade sergipana. Por volta de 1947 ali entrei, após exame de admissão. Para o menino de 13 anos tudo era festa. Inicio o ginásio e conheço grandes mestres. Avultavam Manuel Franco Freire, de Inglês, Ofenísia Soares Freire, de Português, José Augusto da Rocha Lima, de Francês, Mons. Dr. Alberto Bragança de Azevedo, de Latim e mais Jugurta, Franklin e tá chegando Paulo Almeida Machado, que muito depois foi meu colega no Dep. de Direito da Ufs. Belos tempos, belos dias. Dali, muitos colegas galgaram altos postos nos chamados três poderes de Montesquieu: Executivo, Legislativo e Judiciário e até no chamado também quarto poder, a imprensa. Mas, como disse, é triste ver o estado deplorável em que se encontra aquela casa de ensino. Como diz o poeta romano, " cai, dos meus olhos, uma gota". Bom dia , Aracaju
Assinar:
Postagens (Atom)